Sexta-feira, 13 de Agosto de 2010

O Drama Da Gatinha Preta e Das Suas 5 Crias

Atrocidades e Crimes Das Estruturas da CML.



 A gatinha preta acabada de recuperar da Serra da Luz, juntamente com as suas crias, depois da odisseia relatada neste texto e nos outros sobre o memo tema...


O início desta história começa AQUI. Este texto é uma actualização para dar conta do Estado da situação, passados 9 dias (nove) do início da intervenção da Polícia Municipal, depois de eu ter escrito várias reclamações e mensagens sobre o tema aos dsiferentes departamentos da CML, como os exemplos que transcrevo abaixo.
A minha vida, estes últimos dias tem sido um inferno, vivido em constante sobressalto e aflição. O PIOR PROBLEMA, ignorado, DOS MAUS TRATOS AOS ANIMAIS, são os maus tratos para com as pessoas que se preocupam com os animais.

Vou transcrever as mensagens, enviadas depois de publicado o texto anterior, pela ordem em que foram escritas.

Mensgens enviadas para: municipe@cm-lisboa.pt; geral@cm-lisboa.pt; aml@cm-lisboa.pt; pm@cm-lisboa.pt e transcritas em Atendimento online.

1. "Subject: FW: Ninhada de gatinhos dentro de carrinha abandonada, Matrícula OT-35-33
Date: Wed, 11 Aug 2010 14:43:37 +0000

Exmo. Senhor Comandante da Polícia Municipal de Lisboa
Escrevi, há 5 dias, a mensagem abaixo mas, até agora, não obtive qualquer resposta nem o problema foi resolvido. Já o acto (que agora parece ter sido premeditado) de rebocar a carrinha com a ninhada dentro, é duma maldade inultrapassável e intolerável numa instituição que devia fazer exactamente o contrário: fazer respeitar e respeitar as leis, nomeadamente as de defesa e protecção dos animais.
O que dizer da situação actual e da ausência de resposta adequada de TODOS os responsáveis?
É revoltante a forma como a actuação da Polícia Municipal complicou, até aos limites do absurdo, uma situação de fácil resolução, que só não foi resolvida de forma simples e célere porque os 2 agentes da P.M. que se deslocaram ao local, não quiseram.
O Agente Miranda estava muito mais preocupado com o seu relógio (disse claramente que o seu relógio era muito mais importante para ele do que a ninhada de gatinhos dentro da carrinha) apesar de estar ali em serviço e dever fazer cumprir as leis de defesaa e protecção dos animais em vez de estar preocupado com o seu relógio... que não tem protecção legal; e a sua colega afirmou, inequivocamente: "os felinos safam-se", dando a entender que, terminada a sessão de "caça à multa", nada mais os preocupava.
Ou seja: "os felinos safam-se" (ou não, não importa. O que não se vê, ou não se quer ver, não conta) e os srs. agentes tratavam de "se safar" também, aproveitando o facto de terem sido chamados ao local, para passar umas multas... e só isso.
Claro que, tendo sido forçados a voltar ao local para fazer o que recusaram fazer, na primeira vez, era de esperar que contribuissem para agravar a situação ao invés de a resolver... e assim aconteceu.
O pior problema deste País é este mesmo: cometerem-se toda a espécie de atropelos e desmandos, de dentro das instituições, SEMPRE COM TOTAL IMPUNIDADE. É isso que faz com que a nossa situação seja tão desastrosa. Mas as pessoas acabarão por acordar para essa realidade...
Para que será que a sociedade suporta os encargos com instituições assim?
Para os agentes andarem, por aí, a inventar pretextos para passar multas?

Para retaliar do facto de eu ter feito a reclamação referida na mensagem abaixo, os srs. agentes não hesitaram em molestar ainda mais os pobres animais (que, para eles, não têm qualquer importância, apesar das leis) e as suas hierarquias são complacenters com isso... vá-se lá saber porquê!
Diz o povo (e eu espero que tenha razão) que os maus tratos contra os animais nunca ficam impunes.
Eu espero ver a vossa desgraça individual e colectiva confirmar o provérbio.
O que a Polícia Municipal fez àqueles animais, e continua a fazer, apesar de todos os meus esforços para minorar os danos, não pode deixar de ter o castigo merecido...
Eu sou uma pessoa que não desisto de defender quem confia em mim, como é o caso da gatinha... e que encontro sempre uma "solução". Por esta situação, e pela forma como tem sido tratada, apesar dos meus esforços, posso imaginar a quantidade de atropelos cometidos por vós, por aí, e as respectivas terríveis consequências, quando encontram, pela frente, pessoas menos determinadas...
O vosso problema é não terem qualquer noção de limite, ignorarem a verdadeira lógica do Mundo e desconhecerem as terríveis consequências do ódio que semeiam...
Espero que chegue a vossa vez de terem uma urgência... atendida com presteza igual à da vossa atenção dada a este assunto... TÃO SIMPLES DE resolver.
Atenciosamente"

2. "Subject: FW: Ninhada de gatinhos dentro de carrinha abandonada, Matrícula OT-35-33Date:
Wed, 11 Aug 2010 23:38:29 +0000

A situação descrita abaixo teve, entretanto, novos desenvolvimentos... igualmente desastrosos.
Pouco antes das 18 horas de ontem soube, por intermédio da médica veterinária que costuma me ajudar na assistência aos animais, que o Canil teria recolhido uma das crias, de dentro da carrinha referenciada em "Assunto", que se encontra no parque de veículos abandonados, no Vale do Forno.
Dirigi-me imediatamente para o local e fui logo confrontada com informações contraditórias acerca da situação. Entretanto chegaram os funcionários do Canil, para recolher a(s) armadilha(s) (que estava vazia, a que eu vi). Disseram-me que tinham recolhido uma das crias e que havia outra que fugira da carrinha, restando, portanto, para capturar, essa mesma cria e a gata mãe. Dentro da carrinha, segundo a versão destes funcionários, não havia nenhum gatinho e o buraco por onde eles entravam e saíam tinha sido tapado.
Fui ainda informada de que a Polícia Municipal dera ordens para que eu fosse impedida de entrar e dar assistência à gatinha. Já antes tinha percebido pressões sobre os guardas do parque e respectivo chefe, para que estes me dificultassem a vida, não me permitissem dar comida e assistência á gatinha, etc....
A gatinha, que permanecia longe de alcance, debaixo dos carros, só veio ao meu chamado. E logo os funcionários do Canil ameaçaram que se aproveitariam para a apanhar, com violência (com rede), se eu não a retirasse do local. Apanhei a gatinha, mas quando estava a acertar os pormenores da ração que deixara, com o guarda de serviço, já depois do afastamento dos funcionários do Canil, percebi a presença de 3 das crias debaixo da carrinha em questão. Sendo óbvia a importância da mãe para manter as crias juntas, para as encaminhar para a comida e para facilitar a sua captura, fui até lá e deixei-a junto das crias. Percebi, claramente, o chamado, desesperado duma 4º cria que ficou retida dentro da carrinha e não conseguia sair.
Ou seja: as crias são 5 e não 2, como pretenderam me impingir os funcionários do Canil. Quatro estão no parque, 3 em liberdade e uma dentro da carrinha e a 5ª foi recolhida pelo Canil.
É inacreditável a incompetência e a insensibilidade dos funcionários da C.M.L. quanto a estas questões o que, COMO NÃO PODIA DEIXAR DE SER, tem resultados desastrosos em situações como esta que se complicam e agravam, complicam e agravam, complicam e agravam...
A Lei n.º 92/95 de 12 de Setembro, estipula, no capítulo III, artº 5º:
(...)se esses animais tiverem de ser capturados, isso seja feito com o mínimo de sofrimento físico ou psíquico, tendo em consideração a natureza animal(...)
Os funcionários do Canil fazem exactamente o contrário.
Aliás, o canil é um antro de perversidade, que actua ilegitimamente, SEMPRE.
Já antes, quando a carrinha ainda se encontrava estacionada na Azinhaga dos Barros, os funcionários do Canil, tendo sido chamados para retirar as crias de dentro da carrinha, preparavam-se para apanhar a gatinha mãe, deixando as crias abandonadas dentro da carrinha... E matando a gatinha mãe que, seguramente, não resistirá muitos dias em cativeiro, se apanhada nestas circunstâncias.
A vossa crueldade, gratuita, não conhece limites.
É por isso, pelo facto de o Canil actuar SEMPRE, de forma perversa e maldosa, que este é usado como forma de ameaça e chantagem sobre as pessoas em casos destes, como o foi, várias vezes, neste caso.
Com a colaboração da mãe gata, é fácil capturar as crias sem problemas e sem maus tratos... mas isso, que é o que está previsto na lei, é contra os "pergaminhos" do Canil (e vossos?).
A colaboração da mãe gata só eu posso assegurar...
No final disto tudo percebi a real intenção da proibição de eu ter acesso ao parque: em primeiro lugar para não me aperceber da continuação e agravamento dos disparates; em segundo lugar porque os agentes da Polícia Municipal e os funcionários do canil se preparavam para me enganar quanto ao número de crias dizendo que eram 2 e capturando 2 e era importante que eu não tivesse como perceber o logro....
Realmente conclui-se que essa gente é irrecuperável.
O que será que a vossa imaginação, em matéria de perversidade, reservará a estes pobres animais, amanhã?
Que mais motivos de indignação e de revolta ainda irei ter antes de terminar esta saga de absurdos e ilegalidades?"

3. "Subject: FW: Ninhada de gatinhos dentro de carrinha abandonada, Matrícula OT-35-33
Date: Fri, 13 Aug 2010 01:12:33 +0000

Cá estou a escrever "o diário de Guerra" duma luta que parece não ter fim, em cuja um mínimo de dignidade e de rigor, nomeadamente no cumprimento da lei, já teriam resolvido o assunto HÁ MUITO.
Hoje (ontem dia 12 de Agosto a mensagem foi escrita de madrugada...), dirigi-me ao Canil, ao início da tarde e resgatei a cria que foi apanhada ontem, a cria estava e está aterrorizada, desorientada, traumatizada.


Como, ao contrário do que me tinham dito ontem (que apanhariam mais gatinhos), não encontrei mais nenhum no Canil, dirigi-me ao Parque de abandonados para saber o que se passava e como estavam os animais, bem como o que tinha sido feito para resgatar a cria que ficou presa dentro da carrinha.
Fui impedida de entrar (e de dar assistência à minha gatinha).
Telefonei para o chefe dos guardas que me disse que falasse com a Polícia Municipal.
Como não consigo ligar para os telefones da P. Municipal, dirigi-me ao repectivo comando para reclamar da situação. Foi-me dito, da parte do Sr. Chefe Procópio Chapa, que o assunto não era com a P. Municipal, era com os respectivos serviços da Cãmara... e que me dessem o livro de reclamações para reclamar...
Começou o "jogo do empurra" e eu que me entretenha a reclamar, enquanto se concretiza a façanha de traumatizar, mal tratar e aniquilar os pobres animais em questão.
Se a questão é com os serviços da Cãmara, porque é que o chefe dos guardas me disse que era com a Polícia Municipal?
Esta gentalha infame, comete todo o tipo de actos ignóbeis, e ainda gozam com as pessoas envolvidas e nos molestam, ainda mais, com toda esta falta de pudor, de dignidade e de vergonha.
Quando e quem põe cobro a isto que é a verdadeira desgraça deste País????

Telefonei para o Canil e falei com o sr. Albino Almeida que me disse que iriam ao local recolher as armadilhas e os animais que lá estivessem. Voltei ao parque em busca de alguma informação sobre a questão e disseram-me que tinham apanhado a gata mãe, SÓ.
Fiquei em pânico em vista das terríveis consequências de tão pérfido acto e telefonei para o Canil, várias vezes, até que, na impossibilidade de falar com o Sr. Albino Almeida, o próprio funcionário de serviço à portaria me transmitiu que tinha perguntado à brigada e lhe responderam que não tinham apanhado animal nenhum...
Acredito em quem? Depois de tanta infâmia, que se agrava todos os dias apesar das minhas reclamações?
Depois de todas estas "andanças", depreendi que a proibição de entrar no parque terá sido obra "individual" de agentes da P. Municipal e dos funcionários do Canil, ABUSIVAMENTE.
Quando é que se acabam, de vez, com estes abusos e prepotências, pérfidos? (Quando é que essa gente passa a ser punida adequadamente?)

Contudo, quanto à situação urgente da cria que ficou retida dentro da carrinha, em risco de vida, nada foi feito.
O canil não faz o que deve, que tem obrigação de fazer, mas faz o que não deve, como por exemplo maltratar os animais. Pelos vistos as estruturas responsáveis pela CML ignoram estas minhas mensagens (ou limitam-se a enviá-las para os serviços respectivos sem análise, apreciação do conteúdo e consequentes instruções no sentido de serem adoptados os procedimentos adequados pondo fim aos actos pérfidos e infames, o que dá no mesmo que ignorar)... Mas eu tratarei de usar estas mensagens para ilustrar a falta de pudor (e a demagogia) dos responsáveis da CML, bem como a sua cumplicidade nestes actos ignóbeis e ilegítimos.

Sistematizando:
O canil não tem legitimidade para capturar e reter estes animais, como estão a fazer, MAL TRATANDO OS ANIMAIS e a mim.
O que a lei diz, acerca dessa questão, é que
- "São proibidas todas as violências injustificadas contra animais"
- "Nos concelhos em que o número dos animais errantes constituir um problema, as câmaras municipais poderão reduzir o seu número desde que o façam segundo métodos que não causem dores ou sofrimentos evitáveis"
Estes animais não são errantes e nem fazem parte de alguma sobrepopulação (nem consta que isso esteja definido em algum caso)... e subsiste ainda a última decisão da Assembleia Municipal quanto a essa matéria, que torna ilegais TODAS as capturas feitas pelo canil.
Os funcionários do Canil foram chamados para resgatar as crias de dentro da carrinha E SÓ.
Não foram chamados por mim (nem os quereria envolvidos porque já sei como é) mas fui eu que desencadeei o processo e sei bem o porquê. Também me expliquei bem (como costumo), portanto, não vou engolir os mal-entendidos, os "procedimentos" e "as regras" (de bandidagem), como desculpa para abusos intoleráveis.
A gatinha não é problema deles e nem têm qualquer legitimidade para a molestar.
A gatinha foi levada por mim para junto das crias e será retirada quando as crias me foram entregues, ou quando me for dada a possibilidade de as apanhar, UMA VEZ QUE OS FUNCIONÁRIOS DO CANIL SÃO INCOMPETENTES.
Os funcionários da Canil são incompetentes nas suas funções e, por isso, estão a maltratar todos os animais, incluindo a gatinha, a quem obrigam a passar fome para a obrigar a entrar na armadilha, por isso me impedem de entrar e cuidar da gatinha, como é meu direito (e da gatinha). Isto já dura há 2 dias e tem de acabar imediatamente.
Ao invés de fazer o que devem essa gente entretem-se a fazer o que sabe fazer, maltratar os animais desnecessariamente (as crias são fáceis de apanhar) mas não trataram do problema que é realmente grave e é consequência da incompetência deles: resgatar, libertar a cria que se encontra presa dentro da carrinha.
Acredito que uma situação destas pode gerar uma onda de indignação em todas as pessoas que dela tiverem conhecimento e não pouparei esforços para a divulgar.
Atenciosamente."

...
Peço, mais uma vez, a todas as pessoas que lerem esta história, que enviem emails aos serviços da Câmara, a mostrar indignação acerca desta questão e exijam ser informados do andamento dado ao assunto. As mensagens enviadas aquando da publicação do texto anterior tiveram algum efeito, mas insuficiente.
Essa gente não tem vergonha e, passada a onda, esperam que caia tudo no esquecimento, resultado de desesperarmos e desistirmos de denunciar. Por isso continuam, paulatinamente, a cometer os mesmos crimes de sempre.
Por favor, peço ajuda a todos!

«»«»«»«»
APELO!
Atenção às campanhas mais recentes:
-- Petição Para Valoração da Abstenção
-- Assine a petição AQUI, ou AQUI ou AQUI, ou AQUI, ou AQUI
-- Denúncia de Agressão Policial
-- Petição contra os Crimes no Canil Municipal de Lisboa
»»»»»»»

Domingo, 8 de Agosto de 2010

Não Denuncie Maus Tratos A Animais

O Drama Da Gatinha Preta e Das Suas 5 Crias





A gatinha preta acabada de recuperar da Serra da Luz, juntamente com as suas crias, depois da odisseia relatada neste texto e nos outros sobre o memo tema...




Não denuncie maus tratos a animais!
A única coisa que vai conseguir é agravar a situação dos animais... e encher os bolsos dos piores mal-tratantes de animais, dos piores facínoras para com os animais (e para com as pessoas), os responsáveis das instituições públicas e do poder e seus operacionais.
As leis que, cinicamente, dizem defender os direitos dos animais e proibir os maus tratos só se aplicam para isso mesmo: para passar multas e, com isso, encher os bolsos dos piores carrascos dos animais, dos piores exploradores dos animais, que os usam para tudo e até para maltratar as pessoas.
É com esse objectivo e só para isso que existe uma lei que proibe que se dê alimentos aos animais, que se socorram os animais que há, por aí, negligenciados e mal tratados pelas edilidades, para que as pessoas civilizadas se condoam e lhes dêem alimentos e cuidados que a edilidade tem obrigação de prestar e recusa, para que as edilidades tenham pretexto para multar as pessoas, sem todavia assumirem a obrigação de cuidar minimamente dos animais... embora os explorem no controlo do excesso de roedores (ratos).
Por isso, repito: NÃO DENUNCIE MAUS TRATOS A ANIMAIS... aos piores maltratantes, para que estes não se aproveitem para explorar ainda mais os animais servindo-se deles como pretexto para sacar dinheiro às pessoas, para as espoliar.

Atente na história a seguir, que ilustra, por excesso, o que se diz acima.

Uma gatinha preta, muito jovem, teve crias e, quando estas tinham menos de 15 dias, ainda nem bem abriam os olhos, tentou mudá-las. As 5 crias foram todas apanhadas debaixo dum carro, pelas pessoas que ali estavam, quando foram atacadas por um cão.
Vieram pedir-me socorro.
Recolhi as crias, dei-lhes leite de gata e tratei de devolvê-las à mãe porque as achei pequenas demais e corriam o risco de não sobreviver.
Era minha intenção vigiar a gatinha mãe (como fiz) e começar a apanhar as crias antes de elas completarem um mês, para lhes dar suplemento alimentar (e assim aliviar a mãe).
Porém, a gatinha foi esconder as crias no local que lhe pareceu mais seguro: o interior duma carrinha abandonada, que estava ali parada há anos.
Pouco antes de as crias completarem um mês, tentei reavê-las (ou pelo menos algumas) para alimentar e para encaminhar para adopção. A ajuda que encontrei foi a duns miúdos que moram na mesma zona e se ofereceram para contactar os donos da carrinha.
Um dia a mulher que diz que a carrinha é do filho (a carrinha está registada como propriedade duma mulher...) encontrou-me perto da carrinha e interpelou-me, intempestivamentre e apressadamente e foi correndo porque estava com pressa, sem me deixar explicar a situação. Depois essa mesma mulher encontrou-me e falou mais demoradamente dizendo que o filho “adora” animais, que estava ausente mas que, quando regressasse, iria tratar do problema, com certeza.
Passaram-se mais de 8 dias, até que os mesmos miúdos estavam comigo junto da carrinha e me disseram que ia ali o dono da carrinha (o filho da tal mulher), que andava a passear o cão.
Seguiu-se uma cena surreal:
Dirigi-me ao indivíduo mas antes que pudesse dizer alguma coisa, ele desatou a disparatar, dizendo que eram “gatos selvagens” e que não metia lá as suas mãozinhas. Os gatinhos ainda não tinham um mês e a mãe é extremamente meiga. Disse-lhe isso mesmo: que eram apenas gatinhos com um mês e, por isso, não podiam ter nada de selvagens e também não precisava de "meter lá a mão": eu apanhava os gatinhos.
Então a conversa mudou: passaram a ser gatinhos que ainda não estavam preparados para sair e só por isso não saíam, nem a mãe os tirava. Eu só queria os gatinhos para dar às minhas amigas (começo a necessitar, urgentemente, de mais amigas) e, por isso, não iria levar, da carrinha dele, gatinhos nenhuns...
Esperei, pacientemente, mais 10 dias, que aquela gente percebesse o absurdo do que diziam, ou que os gatinhos saíssem espontaneamente. Nada disso aconteceu.
Então comecei a temer pela sobrevivência dos gatinhos e a achar que eles não se teriam desenvolvido convenientemente, porque o leite da mãe não seria alimentação suficiente. Pior! A ser assim (é realmente assim) o problema agravava-se de dia para dia, com os gatinhos e necessitar cada vez de mais alimentação agravando as consequências da insuficiência do leite da mãe.
Além disso, como a carrinha estava estacionada num local permanentemente exposto ao Sol, a temperatura ali, nos dias de maior calor, era insuportável e certamente afectaria a saúde das crias devido à sub-hidratação.
Decidi pedir ajuda para a resolução do problema à Polícia Municipal de Lisboa, aonde me desloquei por 2 vezes. Da primeira vez não obtive solução nem qualquer vislumbre dela, apenas a promessa de que o assunto seria encaminhado, mas nem isso aconteceu, segundo me disseram aquando da segunda deslocação. Relatei o caso com pormenor, das duas vezes, e com todos os dados que permitiam perceber a urgência e necessidade de resolução, mas...
O verdadeiro drama (meu por tentar socorrer os gatinhos apesar de isso ser obrigação da edilidade e não minha, dos gatinhos por terem nascido num país governado e dirigido por gente infame) começou nesse momento: quando me dirigi à Polícia Municipal.
A transcrição que se segue, da reclamação que elaborei e entreguei no Comando da P. Municipal, no dia 04/08/2010, relata o primeiro acto do drama (um drama em vários actos):
Transcrição:
“Dirigi-me, por 2 vezes, à Polícia Municipal, em busca de ajuda para socorrer uma ninhada de gatinhos que estão retidos numa carrinha (matrícula OT-35-33) abandonada na Azinhaga dos Barros, em Lisboa.
Na segunda vez, sábado dia 30 de Julho de 2010, falei com a Ag. P. Conceição Ferreira, que me transmitiu que não havia disponibilidade de meios para enviar ao local e me sugeriu que falasse com a P.S.P. Assim fiz, no dia 02-08-2010, mas sem êxito: ninguém foi ao local para resolver o problema, apesar da promessa em contrário.
Hoje, pouco depois das 12 horas, recebi uma chamada do número 210920900, acerca do assunto e falei com um agente da Polícia Municipal (Ag. Miranda) que se encontrava no local e solicitava a minha presença. Em vista da minha impossibilidade de comparecer de imediato, disse-me que voltaria ao local cerca das 15H00 e perguntou se eu podia estar presente a essa hora. Anui e voltei a ser contactada, do número já referido, às 14H08.
Pensando que iam resolver o problema e retirar os gatinhos, dirigi-me ao local com uma transportadora e com comida para atrair a gata mãe. Qual não foi o meu espanto ao verificar que os Srs. Agentes da Polícia Municipal não tinham a menor intenção de resolver o problema mas foram, sim, numa de “caça à multa”, a tal ponto que o Sr. Ag. Miranda me solicitou os dados de identificação, com o pretexto de que eram necessários para relatar o assunto ao comando a fim de este ser resolvido com urgência mas, logo recolher os meus dados de identificação, confessou as suas verdadeiras intenções e objectivos, dizendo que tinham recebido uma denúncia e teria de fazer uma participação de alimentação de animais... QUANDO FOI ELE QUE ME ATRAIU AO LOCAL, enganando-me (...) Isto é proibido por lei. Mas como os Srs. Agentes revelaram total ignorância relativamente às leis aplicáveis à situação e nenhuma sensibilidade, TUDO LHES É PERMITIDO.”

Ao final desse mesmo dia (04-08-2010) ainda liguei para a P. Municipal e exigi saber do seguimento dado ao assunto, uma vez que me disseram ser necessário obter os meus dados de identificação para relatar ao comando e o assunto ser tratado com urgência...
Fui atendida pelo Sr. Chefe Procópio Chapa que começou por me dizer que tinha presente a minha reclamação e que o assunto teria seguimento, não sabia era dizer quando...
Retorqui que o seguimento da reclamação, que se destina a ser apreciada pelo Presidente da Câmara, não tinha nada que ver com a necessidade de resposta imediata exigida pela situação e prometida pelo Ag. Miranda quando recolheu os meus dados de identificação. Ainda tive de invocar a lei de protecção dos animais, de informar que a actuação do Canil, de captura e retenção dos animais é ilegítima, e que ainda o é mais depois de a Assembleia Municipal ter decidido a suspensão das capturas até... e foi o sr. Chefe Procópio Chapa que completou a frase... Ou seja: o Canil continua a fazer capturas, ILEGAIS, conscientemente, frequentemente às ordens das Polícias, apesar de "eles" conhecerem a lei e as regras aplicáveis, como pude constatar nesta conversa.
O Sr. Chefe Procópio rematou dizendo-me que iria dar instruções aos agentes de como resolver o problema, no dia seguinte, de manhã.
No dia seguinte (05-08-2010), a Intervenção dos agentes da P. Municipal continuou a ser desastrosa e agravou ainda mais a situação.
Os gatinhos não foram retirados de dentro da carrinha, mas o Canil foi chamado e os funcionários preparavam-se para apanhar a gatinha mãe e levá-la para o Canil... matando a gatinha e deixando as crias sem alimento.
Dei conta da desastrosa actuação dos agentes da P. Municipal logo após, em telefonema atendido pelo Sr. Sub-Comissário Silva Catarino, que me fez notar a quantidade de meios usados e de tempo gasto (o que não me comove nada porque os resultados positivos e úteis foram nenhuns, bem pelo contrário).
Mais tarde, voltei a “dar conta” do agravamento da situação e a solicitar intevenção urgente, em mensagem escrita no site da C.M.L. de cuja não recebi qualquer “feed back”
A meio da tarde do dia 06-08-2010, sexta-feira, escrevi, ao Comando da P. Municipal, o email com o seguinte teor:
“Exmo. Senhor, Desde há cerca de 15 dias que estou a tentar resolver o problema duma ninhada de gatinhos retida na carrinha que estava abandonada na Azinhaga dos Barros, cuja matrícula indico acima.Não tendo sido possível obter a colaboração do indivíduo que se apresentava como dono da carrinha (afinal parece que a carrinha está registada como propriedade duma mulher), insisti, pacientemente, durante 15 dias, até na esperança de que os gatinhos saíssem espontaneamente... Tal não aconteceu.
Na semana passada dirigi-me à Polícia Municipal, por 2 vezes, tentando obter colaboração para tratar deste assunto e, na segunda feira desta semana, dirigi-me à PSP, porque a Polícia Municipal não tinha disponibilidade de meios, segundo me informaram (informação que me foi transmitida pela Sra. Ag.P. Conceição Ferreira).
A PSP também não actuou, apesar da promessa em contrário.
Anteontem fui contactada, por 2 vezes, por um agente da Polícia Municipal e pensei que teria chegado o momento de resolver o problema de vez. Mas a actuação dos agentes que se deslocaram ao local foi deplorável e deu origem à minha reclamação escrita e entregue nesse comando, no mesmo dia.
Ontem, esses mesmos agentes deslocaram-se de novo ao local, com grande aparato, mas o resultado foi o mesmo: o assunto não foi resolvido e agravou-se devido à actuação desastrosa desses agentes e porque as leis que interessam à sociedade não saõ cumpridas, a não ser que sirvam de pretexto para passar multas e só isso.
Ao fim do dia de ontem escrevi uma mensagem para a CML dando conta da actuação desastrosa desses agentes, relatando o ponto da situação e pedindo intervenção urgente. Até agora não fui contactada nem houve qualquer actuação.
Sucede que, ao fim da manhã de hoje, a carrinha ainda se encontrava no local, com os gatinhos no seu interior, como os donos da carrinha (e a Polícia Municipal) bem sabem; e agora, cerca das 17H00, a carrinha foi removida não sei para onde, com os gatinhos dentro e deixando a mão dos gatinhos, por aí, aflita.
Suponho que, para V. Exa. não seja necessário enumerar as leis aplicáveis à questão e nem a consequente necessidade de intervenção urgente E SENSATA, no sentido de pôr cobro a este absurdo de situação que se veio agravando por incentivo da actuação desajustada da própria Polícia Municipal, que podia ter resolvido o assunto sem grandes complicações informando os donos da carrinha das suas obrigações legais relativamente às leis de protecção e defesa dos animais e instigando-o a colaborar e a actuar correctamente. Os Srs. Agentes da Polícia Municipal fizeram exactamente o contrário: instigaram os maus comportamentos dos donos da carrinha e doutras pessoas. Só por isso a situação não foi resolvida de forma simples e com a brevidade que se impunha e se mostra agora bem pior do que no início.
Solicito a máxima urgência na resolução desta questão.
Nota: estou a usar este meio porque os telefones não funcionam... "

No meio disto, e no desespero, telefonei para a Direcção Geral de Veterinária, apelando à sua intervenção, no âmbito das suas competênciaas legais.
Fui atendida pela Sra. D. Fátima Molero que, em vista da aproximação do fim-de-semana, me disse que apenas me podia passar a um veterinária. Falei com a Dra. Helena Maia, com quem tive uma conversa deplorável; para esquecer.
A Dra. Helena Maia é daquele tipo de pessoas que tem “a arte” de “virar sempre o bico ao prego” e transformar as vítimas em culpados; que é como quem diz: a arte de tentar “lixar o parceiro”.
Primeiro queria saber de quem eram os gatinhos, porque a lei exige que os animais tenham donos... Perguntei-lhe que culpa é que os gatinhos tinham disso e fiz notar que os bichos não sabem ler e insisti invocando a lei de defesa e protecção dos animais, QUE NÃO DIZ NADA DISSO que até é dum enorme absurdo.
Repeti o que já tinha explicado inúmeras vezes: que estava a tentar recuperar os gatinhos para os tratar e tentar encaminhar para adopção e que, por isso, o tempo urge. Respondeu-me, com toda a lata e descaramento, sem vergonha: “mas se os gatinhos são seus deviam estar na sua casa”.
Desesperei-me e gritei que o problema era esse mesmo: o de eu estar a tentar resgatar os gatinhos para poder cuidá-los.
Aí a sra. dra. retorquiu-me que percebia que eu sou uma pessoa que gosta muito de animais e perguntou porque é que eu não tinha uma associação que me ajudasse... a sra. Dra. estava ali disposta a cavaquear acerca de tudo e de mais alguma coisa, mas não para cumprir as suas obrigações legais e resolver a questão em conformidade ou, sequer, tentar, telefonando para a P. Municipal e chamando a atenção para o cumprimento da lei.
Mas a dra. não sabia qual lei, a dra não conhece as leis de defesa e protecção dos animais, que proibem os maus tratos e que incumbem a Direcção Geral de Veterinária de zelar pelo seu cumprimento; e então, sempre que eu invocava as disposições legais, perguntava: - “qual lei?”
Nessa altura eu ainda sopunha que tivessem sido os donos da carrinha a removê-la. A sra.dra. disse-me que não tinha garantia nenhuma de que os donos da carrinha não fossem pessoas tão interessadas como eu em cuidar dos gatinhos, ao que eu retorqui que subsitia o problema da mãe dos gatinhos e que, em todo o caso, era obrigação dela, da Direcção Geral de Veterinária, verificar se realmente era assim.
Cansei-me e desliguei o telefone, com a minha convicção reforçada:
Neste País só se aplicam as leis da “caça à multa” e só nesse sentido. Por isso a dra. exigia, como condição primeiríssima, a identificação dum qualquer dono... para multar. Se não é possível identificar um dono, que se danem os direitos dos animais e o sofrimento, o risco, dos gatinhos e da mãe gata.

Mais tarde, na sexta-feira, soube que, afinal, a carrinha tinha sido rebocada pela própria Polícia Municipal, com os gatinhos no seu interior, e está depositada no parque de abandonados. Antes disso a façanha teve a benção do Canil Municipal de Lisboa... como não podia deixar de ser. O Canil foi chamado porque eu dizia que os gatinhos estavam na carrinha. Chegaram, olharam para a carrinha, não viram gatos nenhuns... e disseram que não havia lá gatos, que a carrinha podia ser rebocada... Pelo menos é esta a versão da Polícia Municipal...
Telefonei novamente para a Polícia Municipal, mas só ouvi conversa de chacha e ameaças. Claro que fui alvo, repetidamente, da costumeira chantagem de que os gatinhos (e a gatinha) seriam entregues ao Canil...
Acabei por ir, tarde da noite, no desespero e em último recurso, levar a gatinha para junto da carrinha para que as crias fossem alimentadas, mesmo que no mínimo.
A gatinha até tinha febre, tal era o seu sofrimento. Quando cheguei ao Parque e peguei na transportadora, colocando a mão pelo lado de baixo, a transportadora estava demasiado quente...
No local surgiu-me a suspeita de que os guardas do parque me mentiram, conscientemente, quando telefonei e perguntei pela carrinha dizendo que as crias estavam lá dentro. Responderam-me que não tinham dado pela presença de nenhumas crias, que foram verificar várias vezes, que não estavam... Mas a carrinha foi colocada de modo a ficar à sombra duma das pouquíssimas árvores existentes no Parque. Coincidência das coincidências! Ou será que os gatinhos foram detectados durante o transporte e, apesar de ignorados os seus direitos, alguém mais humano tratou de, ao menos, os colocar à sombra para que não viessem a sofrer tanto?
Agora a gatinha passa fome, o que agrava os problemas de insuficiência do seu leite, e os gatinhos continuam retidos dentro da carrinha, impossibilitando que recebam os cuidados adequados.
Quando levei a gatinha, embora eu não tivesse quaisquer dúvidas de que os gatinhos (os que tiverem sobrevivido) estavam no interior da carrinha, um dos gatinhos (branco), apareceu a uma janela da carrinha e foi visto por mim e pelo guarda de serviço ao Parque. Pude constatar que o gatinho é pequeno demais para a idade.
A situação continua complicada e peço toda a ajuda possível, nomeadamente enviando emails à Cãmara e à Polícia Municipal... e também à Direcção Geral de Veterinária, exigindo a resolução da situação e exigindo que cada um seja informado da andamento dado ao assunto. É um direito que assiste a todos os cidadãos.

Esta "história" tem seguimento neste texto.



«»«»«»«»
APELO!
Atenção às campanhas mais recentes:
-- Petição Para Valoração da Abstenção
-- Assine a petição AQUI, ou AQUI ou AQUI, ou AQUI, ou AQUI
-- Denúncia de Agressão Policial
-- Petição contra os Crimes no Canil Municipal de Lisboa
»»»»

Segunda-feira, 10 de Maio de 2010

Proteccao dos Animais, Lei n.º 92/95 de 12 de Setembro

Lei n.º 92/95
de 12 de Setembro

A Assembleia da República decreta, nos termos dos artigos 164.º, alínea d), e 169.º, n.º 3, da Constituição, o seguinte:
CAPÍTULO I
Princípios gerais
Artigo 1.º
Medidas gerais de protecção
1 - São proibidas todas as violências injustificadas contra animais, considerando-se como tais os actos consistentes, sem necessidade, se infligir a morte, o sofrimento cruel e prolongado ou graves lesões a um animal.
2 - Os animais doentes, feridos ou em perigo devem, na medida do possível, ser socorridos.
3 - São também proibidos os actos consistentes em:
a) Exigir a um animal, em casos que não sejam de emergência, esforços ou actuações que, em virtude da sua condição, ele seja obviamente incapaz de realizar ou que estejam obviamente para além das suas possibilidades;
b) Utilizar chicotes com nós, aguilhões com mais de 5 mm, ou outros instrumentos perfurantes, na condução de animais, com excepção dos usados na arte equestre e nas touradas autorizadas por lei;
c) Adquirir ou dispor de um animal enfraquecido, doente, gasto ou idoso, que tenha vivido num ambiente doméstico, numa instalação comercial ou industrial ou outra, sob protecção e cuidados humanos, para qualquer fim que não seja o do seu tratamento e recuperação ou, no caso disso, a administração de uma morte imediata e condigna;
d) Abandonar intencionalmente na via pública animais que tenham sido mantidos sob cuidado e protecção humanas, num ambiente doméstico ou numa instalação comercial ou industrial;
e) Utilizar animais para fins didácticos, de treino, filmagens, exibições, publicidade ou actividades semelhantes, na medida em que daí resultem para eles dor ou sofrimentos consideráveis, salvo experiência científica de comprovada necessidade;
f) Utilizar animais em treinos particularmente difíceis ou em experiências ou divertimentos consistentes em confrontar mortalmente animais uns contra os outros, salvo na prática da caça.
4 - As espécies de animais em perigo de extinção serão objecto de medidas de protecção, nomeadamente para preservação dos ecossistemas em que se enquadram.
CAPÍTULO II
Comércio e espectáculos com animais
Artigo 2.º
Licença municipal
Sem prejuízo do disposto no capítulo III quanto aos animais de companhia, qualquer pessoa física ou colectiva que explore o comércio de animais, que guarde animais mediante uma remuneração, que os crie para fins comerciais, que os alugue, que se sirva de animais para fins de transporte, que os exponha ou que os exiba com um fim comercial só poderá fazê-lo mediante autorização municipal, a qual só poderá ser concedida desde que os serviços municipais verifiquem que as condições previstas na lei destinadas a assegurar o bem-estar e a sanidade dos animais serão cumpridas.
Artigo 3.º
Outras autorizações
1 - Qualquer pessoa física ou colectiva que utilize animais para fins de espectáculo comercial não o poderá fazer sem prévia autorização da entidade ou entidades competentes (Inspecção-Geral das Actividades Culturais e município respectivo.
2 - É lícita a realização de touradas, sem prejuízo da indispensabilidade de prévia autorização do espectáculo nos termos gerais e nos estabelecidos nos regulamentos próprios.
3 - São proibidas, salvo os casos excepcionais cujo regime se fixa nos números seguintes, as touradas, ou qualquer espectáculo, com touros de morte, bem como o acto de provocar a morte do touro na arena e a sorte de varas.
4 - A realização de qualquer espectáculo com touros de morte é excepcionalmente autorizada no caso em que sejam de atender tradições locais que se tenham mantido de forma ininterrupta, pelo menos, nos 50 anos anteriores à entrada em vigor do presente diploma, como expressão de cultura popular, nos dias em que o evento histórico se realize.
5 - É da competência exclusiva da Inspecção-Geral das Actividades Culturais conceder a autorização excepcional prevista no número anterior, precedendo consulta à câmara municipal do município em causa, à qual compete pronunciar-se sobre a verificação dos requisitos ali previstos.
6 - O requerimento da autorização excepcional prevista nos números anteriores é apresentado à Inspecção-Geral das Actividades Culturais com a antecedência mínima de 15 dias sobre a data da realização do evento histórico.
Artigo 4.
Proibição de utilização de animais feridos
Os vertebrados que exibam feridas aparentemente provocadas por acções contrárias à legislação sobre a protecção aos animais podem ser proibidos de entrar em território nacional, bem como nos circuitos comerciais, no caso de a sobrevivência dos animais em questão só ser possível mediante sofrimento considerável, devendo neste caso os animais ser abatidos.
CAPÍTULO III
Eliminação e identificação de animais pelas câmaras municipais
Artigo 5.º
Animais errantes
1 - Nos concelhos em que o número dos animais errantes constituir um problema, as câmaras municipais poderão reduzir o seu número desde que o façam segundo métodos que não causem dores ou sofrimentos evitáveis.
2 - Estas medidas deverão implicar que, se esses animais tiverem de ser capturados, isso seja feito com o mínimo de sofrimento físico ou psíquico, tendo em consideração a natureza animal, e, bem assim, que, no caso de os animais capturados deverem ser detidos ou mortos, tal seja feito em conformidade com métodos não cruéis
Artigo 6.º
Reprodução planificada
As câmaras municipais deverão:
1) Aconselhar os donos dos animais a reduzir a reprodução não planificada de cães e gatos, promovendo a sua esterilização quando tal se revele aconselhável;
2) Encorajar as pessoas que encontrem cães ou gatos errantes a assinalá-los aos serviços municipais.
Artigo 7.º
Transportes públicos
Salvo motivo atendível - designadamente como a perigosidade, o estado de saúde ou de higiene - os responsáveis por transportes públicos não poderão recusar o transporte de animais de companhia, desde que devidamente acompanhados e acondicionados.
Artigo 8.º
Definição
Para os efeitos desta lei considera-se «animal de companhia» qualquer animal detido ou destinado a ser detido pelo homem, designadamente no seu lar, para o seu prazer e como companhia.
Artigo 9.º
Sanções
As sanções por infracção à presente lei serão objecto de lei especial.
Artigo 10.º
Associações zoófilas
As associações zoófilas legalmente constituídas têm legitimidade para requer a todas as autoridades e tribunais as medidas preventivas e urgentes necessárias e adequadas para evitar violações em curso ou iminentes.Estas organizações poderão constituir-se assistentes em todos os processos originados ou relacionados com a violação da presente lei e ficam dispensadas de pagamento de custas e imposto de justiça.

Aprovada em 21 de Junho de 1995.
O Presidente da Assembleia da República, António Moreira Barbosa de Melo.
Promulgada em 24 de Agosto de 1995.
Publique-se.
O Presidente da República, MÁRIO SOARES.
Referendada em 29 de Agosto de 1995.
O Primeiro-Ministro, Aníbal António Cavaco Silva

Segunda-feira, 24 de Agosto de 2009

Crimes no Canil Municipal de Lisboa

Tal como referi AQUI, estive na Assembleia Municipal, onde intervi acerca do Assassinato do meu gato cinzento no Canil Municipal de Lisboa e do próprio Canil.
Agora recebo um email da Câmara, enviando, em anexo, um texto pdf, com um chorrilho de demagogia bacoca. Fui ler pensando que era a resposta à minha intervenção na Assembleia Municipal.

Não podia deixar de responder.

É essa resposta que transcrevo abaixo:

A questão MAIS RECENTE, que me opõe, de forma veemente, à actuação (à existência) do Canil/Gatil Municipal de Lisboa é concreta e tem que ver com o ASSASSINATO do MEU gato cinzento.
Nesse acto pérfido, infame, revoltante, praticado pelos funcionários do Canil, EM COMPLETA VIOLAÇÃO DAS LEIS e até das mais elementares regras de civismo, estiveram envolvidos outros intervenientes que actuaram de forma igualmente criminosa.
Esses assunto (e a questão do Canil em Geral) foi exposto, por mim, na Assembleia Municipal de Lisboa.
Quando recebi este email imaginei que seria alguma resposta digna desse nome; mas não!
A edilidade continua a pugnar pela demagogia pérfida, cínica e oca de conteúdo, ao invés de actuar como se impõe: CRIANDO AS CONDIÇÕES PARA ACABAR COM ESTAS INFÂMIAS.

Já o disse várias vezes, não me lembro se disse nalguma destas mensagens mas tenho-o dito publicamente: A QUESTÃO DOS ANIMAIS DE COMPANHIA, na cidade, resolve-se de forma digna, sensata, civilizada, DECENTE, A CUSTO ZERO para a Edilidade que esbanja o NOSSO dinheiro naquele antro de criminalidade que é o Canil.
Mas, claro! Isto (haver soluções dignas e serem implementadas) tem que ver com os conceitos, com a idoneidade e a ídole, de cada um... A vossa falta "disso" tudo, só vos permite produzir verborreia desta e não fazer o que tem de ser feito.
É caso para dizer: quando será que as instituições COLABORAM conosco na resolução dos problemas, ao invés de persistirem nos seus crimes abomináveis e depois ainda nos indignarem obrigando-nos a ler esta verborreia cínica e demagógica.

Já agora e a propósito, há uma coisa que quero que saibam:
Eu andei, DURANTE ANOS, a caminhar para os eco pontos, sempre com sacrifício e às vezes penosamente, transportando os recicláveis. Fazia-o com indignação e revolta porque os eco pontos são, eles mesmos, poluição; não são solução, apenas um FAZ DE CONTA, como tantos outros.
Fazia-o prometendo a mim mesma que deixaria de o fazer algum dia, para não colaborar com mais este embuste.
Fazia-o porque não via alternativa e na esperança de que, algum dia, alguém mais decente olhasse para a qquestão e a resolvesse, realmente. EM VÃO!
Deixei de o fazer agora.
A louca que roubou (ou promoveu o roubo) do meu gato, não leva recicláveis para o eco ponto: vai tudo para o lixo. Mas entre mim e ela, a edilidade escolheu satisfazer o seu capricho de mau carácter e cometer o crime, ao invés de me devolverem O MEU GATO, actuando com civismo e dignidade.
Portanto, vocês é que escolheram... Escolheram como sempre escolhem: pelo pior.

Não vou mais ao eco ponto (e tem sido um sossego, nesse aspecto) também porque li que a edilidade ganha milhões com a reciclagem... milhões que usa, depois, para nos molestar e ultrajar, para pagar a pessoas sem escrúpulos, para satisfazer "encomendas" pérfidas, para manter aquele antro de perfídia que é o Canil.
Não vou mais ao eco ponto e boicotarei TUDO o que possa trazer dinheiro e prestígio à edilidade, pelos motivos já referidos.
Não vou mais ao eco ponto porque a VOSSA actuação é a pior e mais destruidora poluição que há e colaborar com ela é o pior crime também ambiental.

Vêm aí eleições!
Quando a abstenção ultrapassar os 80% não se esqueçam de "analisar" bem as causas e as vossas tremendas responsabilidades. Só gente louca é que pode imaginar que o cidadão é molestado, constantemente, pelas instituições controladas pelo poder e depois vai votar, serenamente, naqueles que controlam e sancionam todas estas barbaridades, que usam o nosso DINHEIRO para as financiar. Não se esqueçam de dizer isso também nas análises públicas, dos OCS, porque não adianta esconder o Sol com a peneira: Já toda a gente percebeu, à custa da própria (má) experiência.

Isto não é resposta à minha exposição feita na Assembleia Municipal de Lisboa e espero que não seja com esse fito que recebni este email porque, se não receber resposta digna, voltarei à Assembleia Municipal... ou talvez não! Talvez encontre os "candidatos", em campanha, por aí...

Terça-feira, 18 de Agosto de 2009

Agressão Policial no Elevador do Tribunal

Artigo Publicado em SOCIOCRACIA

Detida Para Ir a Tribunal e AGREDIDA pela Polícia.









Nas Fotos acima estão ALGUMAS das marcas bem visíveis da agressão.


Na segunda feira, dia 20/07/2009, cerca das 10H00 da manhã, fui detida por 2 agentes da PSP, que se apresentaram como sendo da Esquadra de Benfica, em cumprimento dum mandato que só me foi entregue mais tarde, naquela esquadra.
Esse mandato foi emitido pela Juíza Marta Maria Gonçalves da Rocha, do 5º Juízo Criminal de Lisboa, sito no Campus da Justiça, na Expo.
“Manda”, esta juíza, “que seja detida e presente a este Tribunal, a pessoa abaixo indicada” (eu).
O mandato especifica ainda:
Tal detenção prolongar-se-á pelo período de tempo estritamente indispensável e que não poderá exceder as 24 horas, para assegurar a sua comparência neste Tribunal, no dia 21-07-2009 às 10H00, a fim de ser ouvida em audiência de julgamento...”
Fui detida à porta do prédio, com roupa que só visto em casa e logo fui impedida de entrar, sequer, para mudar de roupa.
No meio de algumas provocações e insultos, sempre alvo de tratamento incorrecto e gratuitamente arrogante como é apanágio desse tipo de gente SELECCIONADA para estas profissões, fui conduzida à esquadra de Benfica onde foram preenchidos alguns papéis e dali levaram-me para a enxovia do Governo Civil de Lisboa.
Vi-me privada de sabão para lavar as mãos, de toalha para as limpar, de meios que permitissem, sequer, lavar os pés, de papel higiénico, de escova e pasta de dentes, etc. Até estava impedida de tirar qualquer peça de roupa porque a porta da cela é de grades e, embora aquela seja uma ala de mulheres, estavam constantemente a passar homens. Aliás foi um corropio de homens (de memória conto 6 homens) de serviço àquela cela e até a entrar e a sair a qualquer hora, apesar de todas as outras celas estarem vazias e de haver uma mulher guarda, ao serviço.
No final desse dia, 20/07/2009, vi ser atirada para dentro da mesma cela uma jovem (a Rute), banhada em lágrimas, visivelmente alterada e desesperada, EM RESSACA, que ali ia pernoitar para ser apresentada em Tribunal, no dia seguinte, às 10 da manhã... Devido à ressaca a Rute não parava quieta, batia com a porta e pedia, desesperada, metadona ou qualquer coisa para aliviar. Para substituir pedia cigarros, fumou vários cigarros, e eu sou alérgica ao fumo do tabaco.
Estranhei que a pusessem naquela cela porque, como já referi, todas as outras celas estavam vazias. Depois percebi:
A Rute cumpriu quase 6 anos de prisão duma pena de 8 anos, por agressão com objecto contundente. Aquela gente estava à espera de que a Rute, no seu desespero da ressaca, perdesse o controlo e me agredisse. Teria sido uma noite feliz para eles: lixavam a Rute e eu teria a agressão que me premeditaram.
Não foi assim; a Rute é uma jóia de rapariga, apanhada na engrenagem maldita da delinquência, iniciada por mero acidente...
No dia 21/07/2009, antes das 08H30, ouvi a mulher guarda dizer: “mas são duas mulheres!” em tom que parecia ser de objecção. Logo a seguir entrou um homem pela cela dentro, homem que me pareceu ser o graduado de serviço. Veio mandar que dobrássemos os cobertores e lhos entregássemos porque iamos embora dali a pouco. Quando a Rute perguntou as horas respondeu que eram 8 e vinte e... "ainda falta", disse. Foi o 3º homem que entrou naquela cela, nessa manhã.
Passados poucos minutos veio a guarda dizer-me que saísse. À minha espera tinha 2 gorilas à paisana. Um deles era um dos que me tinham levado para lá no dia anterior e tinha assinado todos os papéis. O outro não sei quem era e quando pedi a sua identidade foi-me recusada.
Esses dois energúmenos ao serviço da Polícia levaram-me de carro, num carro civl e sem identificação, até ao Campus da Justiça, na Expo, onde funciona o 5º Juízo criminal.
Primeiro conduziram-me à esquadra da Polícia onde não cheguei a entrar. Depois, esses mesmos levaram-me até à Secretaria da 1ª Secção do 5º Juízo Criminal onde falaram demoradamente com a escrivâ (Paula Maria Soares?).
A seguir, sem qualquer explicação, agrediram-me arrastaram-me para dentro do elevador apenas porque eu quis saber porque motivo me lavavam novamente, se era ali que eu devia ser apresentada. No elevador entrou também o segurança de serviço naquele piso, para garantir que mais ninguém entrava naquele elevador.
Logo que me apanharam dentro do elevador, um dos gorilas começou a espancar-me, ao mesmo tempo que se excitava e se satisfazia sexualmente e enquanto o outro me segurava mangoando e assistindo à cena porca e vergonhosa.
Eu gritei que me estavam a bater e o escroque que me espancou troçava dizendo: “bater o quê, qual bater”, por entre as exclamações de “Amén” e outras expressões que lhe vinham com o orgasmo.


Quando o elevador chegou à cave onde se situa a esquadra, levaram-me para uma cela e eu perguntei pelo chefe. O chefe andava por ali e eu dissse-lhe que queria a identificação do bandido que me agrediu. Não disse nada, afastaram-se todos para “conferenciar” e, logo a seguir aparece esse mesmo chefe que abriu a cela e perguntou para outro, disfarçando: “É para ir para cima, não é? Já chamaram?” O outro nem bem respondeu e ele, o chefe Rogério (Coluna?), agarrou-me pelas roupas com violência, de forma a magoar o mais possível a arrastou-me andando mais depressa do que eu podia andar, até ao elevador. Mas o elevador onde tinha subido e descido antes não lhe serviu, não lhe agradou; e por isso continuou a arrastar-me pelas escandas fazendo-me subir um lance, entrar por uma porta para um átrio cheio de gente, passando por um porteiro, e apanhar o elevador no rés-do-chão, ao mesmo tempo que ME exibia e se exibia para me humilhar e aterrorizar quem visse, para aterorizar quem viu.
Entretanto ia fazendo “Show” empurrando-me e batendo-me na cabeça para que eu não lhe visse bem a placa que tinha ao peito, com o nome, enquanto dizia para “a Plateia”: - “Vira para lá! É em frente! Não vai à juíza por quê? Não vai à juíza por quê?”
O elevador voltou a subir até ao 5º juízo, este escroque exibiu-me com as marcas bem visíveis da agressão à escrivâ (Paula Maria Soares?), perguntou se tinham chamada e, perante a resposta negativa, voltou a arrastar-me para o elevador, para descer, com o mesmo aparato e com os mesmos modos abjectos, voltando a exibir-me para quem estava no rés-do chão. Voltou a fechar-me na cela sempre agredindo e puxando pela roupa de modo a magoar o pescoço que ficou com as marcas.

Passados mais uns quantos minutos, já depois das 10 Horas e portanto com o prazo de prisão ultrapassado, abriram a cela, colocaram-me algemas, o chefe Rogério aproveitou para me dar mais alguns encontrões e fui, pelo meu pé, para a sala de audiências acompanhada por 3 polícias daquela esquadra.

É óbvio que as 2 subidas e descidas anteriores foram formas de violência gratuíta, propositada e desnecessária, que serviram apenas para me molestar e maltratar, para terem oportunidade de me espancar, para violar todos os meus direitos, porque tinham instruções para actuar assim mas também porque esses vermes são mesmo assim: não é possível esperar outra coisa nem comportamentos mais dignos desse tipo de gente. A culpa é de quem os escolhe, os investe das funções que não sabem exercer e lhes garante impunidade para todos os crimes que cometem.

“Isto” são “agentes da autoridade” a quem as leis, feitas por políticos tão bandidos como eles, impõem ao cidadão “obediência” e a quem esses mesmos políticos garantem impunidade para prarticarem todos e quaisquer crimes. E são uma amostra que representa bem o que há por lá. Nem outra coisa seria possível: se estes não fossem a regra mas a excepção, já teriam sido punidos e corridos há muito tempo.
Tenho 60 anos e sou mulher. Imaginem o que não seria se o meu filho, que já estava a telefonar para me localizar, tivesse ido me buscar e me visse naquele estado com o polícia agressor por perto. Os polícias são os piores criminosos! Isto é um descalabro total.

Entrei na sala de audiências ALGEMADA e com as marcas da agressão bem visíveis . Naquela sala estavam 4 advogados, a escrivâ já referida (Paula Maria Soares?), a juíza autora do mandato de detenção e um MAGISTRADO DO MINISTÉRIO PÚBLICO, para além de cerca de 10 testemunhas.
Tanta gente com responsabilidades mas ninguém fez uma exclamação, referiu o facto, lavrou um protesto, enfim: tomou as providências que se impunham.

Mais grave, enquanto os polícias me espancavam gritei o mais que pude (no átrio do 5º Juízo e no elevador do Tribunal) tendo sido escutada e vista por muitas pessoas. Quantos magistrados do Ministério Público, quantos Juízes e advogados ouviram e viram fazendo vista grossa? Essa gente sabe o que é crime e também sabe que tem o dever de prestar socorro em tais circunstâncias... Ninguém mexeu uma palha, ninguém interpelou os polícias, NADA...

Os cidadãos não era espectável que interviessem, até por estarem num local daqueles com tanta gente com responsabilidades e conhecimentos, com obrigação de actuar; mas os profissionais da Justiça revelaram bem o que são e o conceito que têm de justiça, a forma como "cumprem" as suas obrigações legais...
Conclusão: estão todos implicados, são todos cúmplices; isto é a justiça PÉRFIDA E MALÉVOLA que temos.

A juíza ainda gozou, quando eu disse que não estava em condições de estar de pé, dizendo que me achava em muito boas condições... Os juízes são outros a quem o cidadão, por lei, deve obediência e respeito; até pode ser preso para “respeitar”; outros que podem fazer tudo e que, por isso, cometem todos os crimes, até crimes inimagináveis como neste caso.
A juíza foi mais longe: ameaçou que me mandava para a prisão logo dali quando eu disse que não podia estar de pé. Mandava-me para a prisão porque o sr. Magistrado do Ministério Público CERTAMENTE requereria... Pelo meio foi dizendo, como provocação certamente, que eu estava ali para exercer o direito de ser ouvida porque "nós aqui respeitamos os seus direitos", disse olhando para mim e vendo-me naquele estado, COM AS MARCAS DA AGRESSÃO BEM VISÍVEIS. Fartou-se de gozar, a juíza Marta Maria Gonçalves da Rocha...

E depois, quando eu expliquei os meus motivos de indignação que motivaram a denúncia dos actos torpes de José Maria Martins e que são os fundamentos daquele processo, respondeu que eu iria ver que a liberdade de expressão tem limites.

Assim a juíza afirmou, claramente que, por um lado, o Ministério Público faz o que ela manda e, por outro lado, a sentença já estava “cozinhada”; não importava o que eu dissesse..


Vivi uma situação caricata e surreal, COMO É NORMAL NOS NOSSOS TRIBUNAIS: para exercer o meu direito de ser ouvida mandaram-me prender... e humilhar, e ultrajar, e agredir e molestar. Prefiro não ter o “direito” de ser ouvida. Para quê? Para dizer o que estava dito e escrito e para sancionar, com a minha presença (ao menos foi forçada e não voluntária) aquela palhaçada em que a sentença está ditada à partida e os julgamentos servem só para esbanjar o nosso dinheiro, para desperdiçar MUITOS meios e para molestar as pessoas?


Disse a Juíza que “A liberdade de expressão tem limites (é assim uma espécie de “Liberdade” amordaçada... pelos juízes)... E quem melhor do que juízes assim com comportamentos destes para definir os limites das nossas liberdades?
O melhor é o cidadão, logo que se levanta, consultar um juíz para saber o que pode fazer e dizer nesse dia, no âmbito da “Sua” Liberdade individual. Indignação? O que é isso? Ninguém tem o direito de se indignar com nada. Os patifes podem fazer tudo às claras e o cidadão tem de “comer e calar”., são os juízes que decidem e pronto.

Enquanto estive naquela sala de audiências estiveram também 3 polícias... a audiência decorreu com apresença de 3 polícias; isto porque eu estava detida, despojada até dos meus pertences que estavam na esquadra. Saí da sala de audiências acompanhada pelos polícias e permaneci detida até depois das 11 horas da manhã, ultrapassando largamente o prazo máximo de prisão especificado no mandato... É só mais uma violação das leis e regras especificadas no Mandato elaborado pela escrivã Paula Maria Soares e assinado pela Juíza Marta Maria Gonçalves da Rocha. Este tipo de gente é assim mesmo: têm de violar as leis para se sentirem alguém, para testarem a sua impunidade, para afirmarem claramente que as leis não se lhes aplicam, que nãoi têm de cumprir leis por que eles são "a lei" (da selva).


Estamos a viver, realmente, a mais cruel das tiranias.


O resto eu conto noutra altura.
Apenas referir que é um Processo que tem que ver com o PROCESSO CASA PIA, que o “queixoso” é José Maria Martins que não gostou de ter sido denunciado à ordem dos Advogados. É o Processo nº 13158/04.OTDLSB.


Campanha:

Assine a Petição Para Valoração da Abstenção



Isto tem de mudar, definitivamente. A nossa liberdade e a democracia não podem continuar sequestradas por gente desta e à mercê destes crimes ignóbeis.

TEXTO PUBLICADO EM:

-- PAPALVOS

-- Sol - Blogues

-- REMÉDIOS CASEIROS

-- Poemas e Pensamentos ao Acaso

- O Arquivo

APELO!

Atenção às campanhas mais recentes:

Petição Para Valoração da Abstenção

Assine a petição AQUI, ou AQUI, ou AQUI

Denúncia de Agressão Policial

Petição contra os Crimes no Canil Municipal de Lisboa

Segunda-feira, 6 de Julho de 2009

José Sá Fernandes Anda a Enganar Meio Mundo!

Transcrevo, a seguir, um email que enviei ao Sr. Vereador da Câmara Municipal de Lisboa, Dr. José Sá Fernandes
####
Transcrição:
Exmo Senhor Vereador José Sá Fernandes

A história relatada abaixo QUE EU VIVI, já foi enviada a várias estruturas da CML, há algum tempo, e até já teve uma resposta INFAME, mentirosa, provocatória e arrivista (como não podia deixar de ser), da DHURS.

O assunto também foi referido, em intervenção do Público, na Última sessão da Assembleia Municipal de Lisboa, onde tentei demonstrar que a Edilidade tem as prioridades invertidas: recusa, aos munícipes em aflição, os recursos necessários para resolver os seus problemas, alguns deles bem prementes, de partir o coração (de quem o tem, que não é o vosso caso), ao mesmo tempo que disponibiliza todos os meios e mais alguns para sustentar os funcionários, criminosos, do Canil e para lhes permitir que cometam os seus crimes IMPUNEMENTE.
Ou seja: A prioridade absoluta de Edilidade é O CRIME: para os crimes e criminosos a Edilidade tem tudo; para as necessidades e carências dos munícipes, Não há meios...

Estou a enviar-lhe este texto e peço que leia com atenção, porque este caso escabroso demonstra que V. Exa. anda a enganar meio mundo (o outro meio já não acredita) tentanto fazer acreditar que é uma pessoa íntegra e idónea, lutador intransigente contra a corrupção e porque quero ter a certeza de que é informado dos motivos que me levarão a desmascará-lo tanto quanto me for possível. Se depender de mim, V. Exa. não voltará a ser eleito seja para que cargo for.

De facto, é elementar concluir que um caso escabroso como este não teria sido possível se os funcionários dos serviços que estão sob a sua alçada ACREDITASSEM que V. Exa. é a pessoa impoluta e idónea que exibe ser, que pretende fazer crer que é. Nenhum funcionário "seu" correria o risco de se haver com o seu rigor e rectidão se ELES acreditassem em si. A julgar pela resposta que recebi da DHURS, eles têm razão e, por isso, têm garantida impunidade, apesar de crime tão escabroso e pérfido, gratuito.

A verdade não é uma coisa ininteligível, a não ser para patifes e mentirosos compulsivos, que não podem distinguir o certo do errado por causa do efeito desastroso que teria na sua auto-estima. Neste caso a verdade é fácil de apurar. Defícil foi para mim, sem apoios ou ajuda de quem de direito e vítima de toda a espécie de mentiras (em que eu acreditava porque sou uma pessoa íntegra); e mesmo assim consegui descobrir o que se passou. Qualquer outra pessoa ou entidade pode também verificar e constatar a verdade do que afirmo; só não o faz se NÃO QUISER...

Desde o dia 05 de Fevereiro último (quando descobri, finalmente, a horrorosa realidade) que me atormenta a pergunta: "Como foi possível semelhante monstruosidade? Como foi possível o meu gatinho maravilha ser vítima de tão horrendo crime?".
A resposta passa, ÓBVIAMENTE, pela SUA desonestidade e falsidade, também e acima de tudo.

Farei tudo o que estiver ao meu alcance para que V. Exa. lamente, PARA O RESTO DA SUA VIDA, que a sua falsidade e vigarice para com os cidadãos deste país e desta cidade tenham tornado este caso possível e que o MEU GATO tenha sido escolhido como vítima por aqueles mafiosos malditos que o roubaram e o entregaram ao Canil. Até porque, não tenhamos ilusões: Quem faz isto com um pobre animal indefeso, molestando, desta maneira infame, as pessoas envolvidas, faz o mesmo com qualquer pessoa ou criança (os carenciados são apenas um exemplo comum), incluindo crimes violentos da mesma natureza. A diferença é que, quando se trata de crimes violentos atingindo pessoas ou crianças, usam-se maiores cautelas; mas um gato? Pode-se muito bem assassinar às claras (e assumir) porque não há problemas: ninguém liga importância; a lei nem sequer pune, como crime, estes crimes...

Depois da resposta que recebi da DHURS, já recebi outros emails a relatar e referir aquela situação escabrosa e criminosa que se vive permanentemente no Canil Municipal de Lisboa.
Aquele antro de perfídia, realmente, não serve, nem pode servir para mais nada senão para molestar, criminosamente e gratuitamente, os pobres animais indefesos.
Aquele antro (O Canil Municipal de Lisboa) é uma aberração, desde logo ao nível da concepção, mas não precisava de empregar uma súcia de bandidos para molestar ainda mais os animais, torturando, permanentemente, as pessoas que se preocupam, que são muitas (e poucas que fossem: são elas que têm razão).
Fim de transcrição.

####

A explicação para este "comportamento" dúbio, do Dr. José Sá Fernandes talvez se perceba melhor lendo este texto e tendo em conta o seu passado...

APELO!
Atenção às campanhas mais recentes:
Petição Para Valoração da Abstenção
Assine a petição AQUI, ou AQUI, ou AQUI
Denúncia de Agressão Policial
Petição contra os Crimes no Canil Municipal de Lisboa

Segunda-feira, 29 de Junho de 2009

Os Crimes dos Funcionários do Canil Municipal de Lisboa (III)

A história relatada neste texto foi enviada aos serviços da CML - Câmara Municipal de Lisboa que respondeu de forma cínica.

Quando me chegou ao conhecimento esta outra história - dos gatos do Castelo, enviei-a, igualmente, aos serviços da Câmara para ilustrar o comportamento dos Funcionários do Canil que era considerado, de forma arrivista, na resposta que recebi, ter sido "o correcto" comigo, tratando-me como se eu fosse "atrasada mental".
Da resposta que recebi só se pode concluir que esta gente, pérfida, conseguiu enganar-me aquando da minha deslocação ao Canil no dia 26 de Dezembro de 2008, porque eles são bandidos e eu não; mas, no entender deles, enganaram-me porque eles são "espertos" e eu não.

Agora os serviços da CML responderam a este meu segundo email, com uma "lata" verdadeiramente insultuosa da nossa inteligência. Teriam de receber a devida resposta...

É essa resposta que transcrevo abaixo. Aprendi, definitivamente, no dia 26 de Dezembro de 2008, no Canil Municipal de Lisboa, a não ser "civilizada" com escroques, porque isso tem um preço muito elevado. No meu caso, custou-me o assassinato do meu gatinho maravilha.

Eis a transcrição da referida resposta que dei ao email da CML:

###
Recebi a vossa resposta e não podia deixar de dizer o que penso.

E foi no âmbito do programa CER que assassinaram, DE FORMA BÁRBARA E SÁDICA, o meu gatinho maravilha, o meu gato cinzento?

AH! Já sei! AGORA, vocês não sabem se o gato era o meu.
Era óbvio, para todos os funcionários do Canil, com a sua experiência, que aquele gato CINZENTO só podia ser o meu gato CINZENTO. Alguns reconheceram isso mesmo. Mas quando se trata de desculpar crimes abomináveis tudo serve: até invocar o direito à estupidez, à cretinice, à ignorância e à incompetência. Grandes "artista" julgam vocês ser, capazes de enganar e ludibriar toda a gente com os vossos tiques de conversa de bandido e os argumentos próprios da "propaganda nazi".

Eu gostaria que vocês não tivessem sabido "que o gato era o meu", NO DIA 24 DE DEZEMBRO DE 2008, À TARDE, QUANDO TELEFONEI E ME MENTIRAM, me torpedearam, me enganaram, precisamente porque sabiam que era aquele gato que eu procurava; isto é: SABIAM QUE O GATO ERA O MEU!

Gostaria que não soubessem que o gato era o meu no dia 26 de Dezembro quando me desloquei ao Canil e assisti àquela cena, torpe, do funcionário maldito que me impediu de, sequer, chegar perto do meu gato e de o reconhecer e/ou ele me reconhecer. Essa cena ignóbil (é-o qualquer que fosse o animal) aconteceu precisamente porque aquele monstro maldito SABIA QUE AQUELE GATO ERA O MEU, que era aquele gato que eu procurava.

Eu não o reconheci?! MENTIRA!
Na situação em que me vi e em vista das mentiras que ouvira, pelo telefone anteriormente, fiquei sem saída perante a atitude torpe do bandido, porque ele, de qualquer forma, iria se recusar a me entregar o gato. Preferi esperar os 8 dias e não armar um pé de vento porque percebi o caracter vil do bandido; era evidente... e porque ele TINHA um gato que podia ser o meu... Não sabia eu da intenção de assassinar o meu gatinho maravilha antes de passados os oito dias, COMO ACONTECEU, porque se eu conseguisse ter suspeitado de semelhante perfídia (as pessoas de bem são sempre muito fáceis de enganar, não é?), se tal me tivesse passado pela cabeça ser possível, garanto que eu teria trazido o meu gato, A BEM OU A MAL.
BANDIDOS DOS INFERNOS! MONSTROS MALDITOS! Odeio-vos e hei-de vos odiar por toda a eternidade como merece a vossa perfídia sem tamanho. Aprendi, com esta experiência, a não ser "civilizada" com bandidos, como tentei ser naquela situação.

Não o reconheci? Mas não fui eu que "decidi", ou conclui, que aquele não era o meu gato; foi o bandido funcionário do Canil Municipal de Lisboa, para que eu percebesse bem a situação; mais a mais depois das mentiras que me dissera ao telefone. Se me tivesse sido dada oportunidade para decidir, se tivesse tido tempo e condições, garanto que eu reconheceria o meu gato e ele a mim.

Mais! Vocês aprisionam o gato que MORRE em 7 dias, em consequência disso (de ser aprisionado sem motivo) e dos maus-tratos a que foi sujeito e nem sequer têm pejo de o reconhecer, APESAR DE O FACTO VIOLAR as disposições legais aplicáveis e acarretar enormes responsabilidades à edilidade! Ou será que vocês (e os vossos veterinários) não conhecem a lei? Ou acham apenas que os outros não a conhecem e, por isso, no vosso supremo cinismo, acham que não precisam cumpri-la?

Por fim, convidaram-me para "visitar" o Canil, mas eu gostaria muito que me tivessem "convidado" para visitar o Canil e resgatar o meu gato, PAGANDO, no dia 24 de Dezembro quando telefonei e o meu gato estava lá ainda vivo. Naquela altura mentiram-me para que eu ficasse longe do meu gato, para poderem assassiná-lo, e agora convidam-me para visitar o Canil?! O que raio pensam vocês das outras pessoas, seus bandidos dos infernos?

Agora, seu bando de criminosos, vigaristas, cínicos, mentirosos, vêm desmentir a história dos gatos do Castelo. E, com a minha experiência, acham que vou acreditar no que dizem?
Nem é necessária a minha experiência porque as mentiras e enfabulações, na vossa história, são ÓBVIAS.

Apanharam 2 gatos vadios?
O meu gatinho maravilha também está catalogado (sentenciado) como "gato vadio". Olhava-se para ele e via-se logo que era "gato vadio". Tão vadio que eu estava a telefonar perguntando por ele no dia seguinte ao da sua entrada no Canil. Mas que grande desilusão para gato vadio!
Não importa! Essas coisas são vocês que decidem e ficam decididas definitivamente. Para o garantir vocês NÃO TÊM PEJO EM ASSASSINAR OS POBRES ANIMAIS INDEFESOS E em molestar gravemente as pessoas que os cuidam e os estimam.

Divulgar um programa dimensionado e aplicado por bandidos? Mas quem pensam vocês que eu sou? Alguma criminosa da vossa laia, capaz de trair a confiança dos pobres animais e das pesoas que os tratam? Alguma vez eu iria colaborar para sujeitar alguém aos vossos ditames e às vossas patifarias infames?
Pela forma como vocês trataram este caso (dos gatos do Castelo) se vê a confiança que merecem a quem trate de colónias de gatos de Rua (e que bem necessita de apoio): foram, pela calada da noite e sem dizer nada a ninguém, (sem dizer às pessoas que cuidam dos gatos) apanhar gatos que as pessoas conhecem e vocês não. Agora dizem que eram "gatos vadios".
Ah pois! Os bandidos, vossos funcionários, até transformaram em "gato vadio" o meu gatinho maravilha. É claro que olham para um gato qualquer e decidem logo que "é vadio". A opinião das pessoas que cuidam dos animais não interessa nada. Corja de energúmenos sem vergonha!

Concluindo:
É óbvio que a denúncia dos moradores do Castelo é verdadeira e justificada e também é óbvio que esta vossa resposta é um chorrilho de mentiras e falácias, COMO É COSTUME e como fizeram no meu caso também. Eu não colaboro com bandidos traidores!

Aquele antro que é o Canil Municipal de Lisboa só tem uMa solução digna: SER ENCERRADO PARA SEMPRE e os funcionários DESPEDIDOS (E OS CHEFES DELES TAMBÉM).
###

Isto é o descalabro total: Uma instituição, a CML, que emite "posturas" e determinações para os cidadãos cumprirem, acha-se no "direito" de não cumprir as leis, de as ignorar e de tratar os respectivos assuntos com a maior leviandade. Que belo exemplo para os munícipes! Que excelente incentivo para que estes CUMPRAM as decisões da edilidade (e as próprias leis)!

Estamos, realmente, a viver A MAIS CRUEL DAS TIRANIAS: são os bandidos e criminosos que mandam e, por isso, garantem impunidade a TODOS os bandidos e ceriminosos, enquanto molestam e perseguem os cidadãos de bem...
E depois têm a lata de chamar a isto DEMOcracia. Não há democracia sem justiça e/ou sem dignidade na justiça e nas outras instituições públicas.

Alguns desses "artistas" ainda têm a lata de se pavonear como sendo impolutos "lutadores" contra a "corrupção", esses corrompidos do inferno.

APELO!
Atenção às campanhas mais recentes:
Petição Para Valoração da Abstenção
Assine a petição AQUI, ou AQUI, ou AQUI
Denúncia de Agressão Policial
Petição contra os Crimes no Canil Municipal de Lisboa

Segunda-feira, 11 de Maio de 2009

Os Crimes dos Funcionários do Canil Municipal de Lisboa (II)

OS CRIMES, A BRUTALIDADE E A SELVAJARIA dos FUNCIONÁRIOS DO Canil Municipal de Lisboa (II)

De: TEOLINDA GARCIA
Transcrição:
ASSº : Grito de Alerta

Exmo. Senhor Presidente da CML,

Na madrugada do passado dia 23 de Abril, pela calada da noite ( 03Horas), à velha maneira pidesca, chegou ao Castelo de São Jorge a v/carrinha matrícula 08-56-IM. Logo dela saíram 3 ou 4 funcionários dessa Câmara que, sob o olhar complacente da autoridade que os acompanhava, começaram a "dar caça" aos gatos que aqui habitam.

A brutalidade com que tentaram agarrar os animais foi de tal ordem que uma moradora acordou com o miado aflitivo dos animais e com os risos alarves daqueles que os estavam a maltratar. Não conseguindo ficar indiferente, veio à janela ver o que se passava e tentou perguntar-lhes o que estavam a fazer. Vendo-se questionados responderam que estavam a agir de acordo com a Lei e logo viraram a parte traseira da carrinha a fim de se esconderem e melhor executarem os seus "bravos e legais" actos.


LER TEXTO COMPLETO E COMENTÁRIOS em SOCIOCRACIA

CAMPANHA:

Acabemos com as atrocidades contra as pessoas usando os animais

APELO!
Atenção às campanhas mais recentes:
Petição Para Valoração da Abstenção
Assine a petição AQUI, ou AQUI, ou AQUI
Denúncia de Agressão Policial
Petição contra os Crimes no Canil Municipal de Lisboa

Quinta-feira, 23 de Abril de 2009

Gato Cinzento Assassinado no Canil. As Pessoas




“Gatinho maravilha” (gato cinzento) assassinado no Canil de Lisboa – As Pessoas Horríveis!

Este relato é a outra parte desta história de Horror e destina-se a identificar os promotores do crime que vitimou o meu gatinho, sacrificado com a intenção de me atingir e “ME DAR UMA LIÇÃO”, me punir por tratar bem estes animais.
Por favor, dê um pouco de atenção e reenvie a todos os seus contactos.

“O meu gatinho maravilha, o meu gatinho cinzento, tornava o Mundo mais bonito, mais calmo, melhor, mais harmonioso; quer quando ficava deitado no tapete, quer quando me acompanhava na Rua tal e qual como um cachorro, quer quando me saía ao caminho, chamando, pedindo carinho, atenção e comidinha. Mas HÁ PESSOAS HORRÍVEIS que não vêem a beleza do Mundo, não têm beleza interior, não toleram as coisas e os seres belos; e muito menos admitem que os outros disfrutem dum Mundo melhor.
O Mundo, para essas pessoas, tem de ser pérfido e tenebroso como é o seu próprio psiquismo. Acham-se donos do Mundo e de tudo, inclusive dos outros e, por isso, acham que podem cometer toda a espécie de crimes (e cometem). Foi assim que o meu gatinho maravilha "se foi" num cenário de verdadeiro horror, vítima dum crime monstruoso e arrepiante.

Há que fazer alguma coisa para que "ISTO" MUDE."








.../...

“A grandeza duma Nação e o seu progresso moral podem ser avaliados pela maneira como os seus animais são tratados”.
MAHATMA GANDHI



.../...

A frase citada acima costuma ser usada para ilustrar o estado de barbárie em que as nossas sociedades (ainda) se encontram. Aqui pretende-se que ilustre, também, o estado de primarismo e de degradação moral dalgumas pessoas.




AS “PESSOAS HORRÍVEIS”

No dia 22 de Dezembro de 2008, cerca das 22H30 saí ao patamar da entrada. O meu gatinho maravilha estava deitado no meu tapete, muito calmamente. No patamar, uma senhora que fazia parte da administração conversava com outra moradora acerca do meu gato, dizendo que nunca tinha reparado nele e que reparara “agora” porque lhe bateram à porta para "reclamar" da presença do gato.
Identifiquei a questão porque a pessoa que reclamara, a "reclamante", me abordara havia algum tempo (várias semanas) com conversa e argumentos (falaciosos) semelhantes (que eu rebati). Identifiquei a pessoa mas, na altura, não sabia o seu nome nem sequer em que andar morava... e também não perguntei porque não pensei que iria necessitar.
O MEU GATINHO MARAVILHA desapareceu nessa mesma noite (de 22 para 23 de Dezembro de 2008), POR VOLTA DA UMA DA MADRUGADA.
A minha primeira reacção ao seu desaparecimento foi relacionar os dois factos e concluir que tivesse sido levado a mando dessa mulher, dessa louca, embora me parecesse demasiado infame para ser verdade. Depois conversei com outros vizinhos que acharam que seria demasiado monstruoso, que não parecia pessoa capaz de fazer tal coisa, e afastei (suspendi) essa suspeita, até porque não a conhecia e por isso confiei em quem a poderia conhecer melhor (pensava eu e essas pessoas também).

Nessa noite, de 22 para 23 de Dezembro, ouvi o barulho da azáfama para apanhar o meu gato, mas antes da azáfama ouvi o trinco da porta ser accionado por alguém que marcou o respectivo código, indicando que se tratava de moradores, de alguém a entrar, como, de facto, alguém entrou pouco depois. Como não me passava pela cabeça que houvesse gente cínica e pérfida a ponto de praticar acto tão infame, PARA COM OS VIZINHOS, não fui ver o que se passava, até para não ser indiscreta. Além disso, como pensei que ninguém entraria com o gato para casa, continuei a não relacionar os dois factos: desaparecimento do gato e barulhos que ouvi, nem mesmo depois de constatar o desaparecimento. Só muito mais tarde e depois de ter sabido muitas outras coisas compreendi o que se passou.
Ouvi o barulho e vozes nítidas; por exemplo um: "Olha! Olha....!" mas não percebi quem era porque conhecia mal as pessoas e não ligava, não reparava. Só depois desta tragédia é que passei a reparar em tudo e em todos, às vezes desconfiando de tudo e de todos, para tentar perceber quem era quem e quem poderia estar implicado.

Os dias foram passando e o gato cinzento, o meu gatinho maravilha, não apareceu, apesar dos meus esforços e das minhas buscas.
Algumas pessoas mais avisadas quanto à perfídia de gente assim, QUE ROUBA OS ANIMAIS DE COMPANHIA DOS VIZINHOS, foram-me dizendo que o dasapecimento só podia ter sido "obra" da "reclamante" e que, o mais provável era que o meu gato tivesse sido morto, porque é isso que esses monstros fazem, habitualmente, em casos semelhantes.
Todas as pessoas com um mínimo de humanidade percebem o que foi a minha angústia desses dias, durante várias semanas, até descobrir o que realmente acontecera e a angústia se transformar em desespero, revolta, indignação... que é como me sinto ainda hoje.

Como relatei anteriormente, estive com ele no Canil mas, como ele morreu (foi assassinado à fome) frustrando as minhas expectativas de o resgatar passados os oito dias de permanência obrigatória, preferi "aceditar" (embora duvidando) que aquele não era o meu gato, até porque me parecia inverosímel ter sido roubado e ter sido entregue no Canil.
Há sempre bandidos que ainda conseguem nos surpreender pela perfídia, arrogância e arrivismo dos seus crimes e eles contam com isso, com o facto de os seus crimes parecerem inverosímeis, para EXIGIREM impunidade.
Esta história é um amontoado de actos pérfidos e infames, inimagináveis (pelo menos pelas pessoas de bem), e isso facilitou a tarefa de todos esses criminosos malditos.

O gato preto que tenho comigo, irmão do gato cinzento, depois do desaparecimento, passava muito tempo deitado no tapete, à espera que o irmão viesse.
Na noite de sábado para domingo a seguir ao Ano Novo, respectivamente dias 03 e 04 de Janeiro de 2009, o gato preto quiz ficar no tapete até tarde da noite. Já passava da uma da madrugada, ouvi saírem pessoas do elevador e conversarem no átrio da entrada.
Ouvi um miúdo dizer: "Olha! O gato".
Espreitei pelo óculo da porta e vi a mulher que acompanhava o miúdo, inclinada e com a mão estendida para o gato preto.
Abri a porta e disse: “boa noite!”. Ninguém me respondeu!
A mulher baixou ainda mais a cabeça para que eu não lhe visse a cara e virou-se naquela posição ridícula, enquanto o pequeno "aprendiz de patife", que estava com ela, olhava para mim fixamente e de forma provocatória, com o mesmo ar com que olharam, ele e o homem que os acompanhava, quando entraram no prédio, ao princípio da noite.
Ante o meu espanto por atitudes tão estranhas, sairam do prédio ambos, rapidamente, enquanto ela resmungava qualquer coisa sobre “deixar os gatos…”.
Nessa noite só consegui dormir um pouco, muito depois da 4 da madrugada, para acordar cerca de 2 horas e meia depois, tal foi o estado em que fiquei quando percebi o significado daquela cena.
O miúdo, a aprendiz de patife, tinha entrado ao princípio da noite com pessoas da família que mora no 6º Esq, a família da "reclamante" referida acima, e com o tal homem que eu não sabia bem quem era. Desta cena, concluí, erradamente, que o desaparecimento teria sido obra dessa família que teria instigado esta bandida a roubar o meu gato e a fazê-lo desaparecer. Mas não, o desaparecimento foi obra daquela família sim, mas não através da tal mulher, como acabei por descobrir muito tempo depois
É difícil imaginar que tipo de gente pérfida e malvada pode praticar semelhantes patifarias.
Não tenhamos ilusões! Quem pratica acto tão infame, assim à traição, com um animal indefeso, dócil e meigo, civilizado e bonito como o gato cinzento, é capaz de qualquer patifaria para com qualquer outro ser indefeso, INCLUINDO PESSOAS E CRIANÇAS.
Depois de muito penar e “procurar” vim a saber que, afinal, a megera louca maldita, a reclamante, não encomendou o rapto a ninguém: praticou-o ela mesma, com a ajuda doutros familiares.
Vim a saber que essa bandida, que se chama Ana Cristina Batalha Caetano, vinha a entrar, na noite de 22 para 23 de Dezembro de 2008, já depois da uma da madrugada, regressando do Hospital (segundo as suas palavras) aonde acompanhara a mãe que tinha um problema na vista.
O gato cinzento pretendeu aproveitar a boleia, aproveitar que abrissem a porta para entrar, como fazia habitualmente, na mesma altura em que essa família de monstros chegava.
A bandida aproveitou-se disso para o apanhar com a ajuda doutros familiares, nomeadamente do irmão, Pedro Miguel Cupertino de Almeida Caetano e, provavelmente, do marido.
A mãe, pessoa perturbada segundo diz a filha, vinha do Hospital, mas não estava tão vesga, nem tão louca, que não fosse capaz de presenciar, esperar e, quiçá, participar na consumação da ignominiosa patifaria.

No dia 23 de Dezembro de 2008, por volta das 17 horas, a megera louca maldita "gabou-se" do feito, no cabeleireiro, aonde foi arranjar o cabelo preparando-se para festejar o Natal, que me roubou, atormentando-me com o desaparecimento do meu gato. Gabou-se em estado de grande euforia, como é próprio de gente tão vil, enquanto me ouvia, cá fora, a comentar o facto de o meu gato não ter aparecido nesse dia.
Mas como o cinismo é regra em gente desta natureza, ninguém do cabeleireiro me disse, na altura, quando ainda era possível salvar o meu gato e ainda se armavam do mais pérfido cinismo para me perguntar notícias do gato, apesar de saberem, e me esconderem, o que lhe tinha acontecido. Só descobri muito mais tarde, quando já não havia nada a fazer... Essas pessoas procedem assim porque acham que "é bom para o negócio" e porque acham que podem e devem ajudar a pisar gente decente... Hei-de conseguir lhes provar que estão redondamente enganadas...
Depois o meu gatinho maravilha aparece no Canil. Falta-me apurar quem o levou (se o irmão se o marido da Ana Cristina), quem o entregou no Canil e a que título, qual a ligação entre estes gansgsters e os outros bandidos da Câmara Municipal e do Canil.
Também não sei a que horas foi entregue nem onde terá estado entretanto, porque tudo o que diz a respectiva ficha do Canil pode ser MENTIRA. Mas vou saber isso tudo, tal como consegui saber tudo o que aqui está escrito, partindo do nada; basta não desistir!
Há outra coisa que me chateia deveras na atitude da megera maldita, da Ana Caetano: os anteriores proprietários desta casa tinham gatos que iam à rua e andavam na entrada. A megera deve ter-me achado com cara de parva para pensar que ia conseguir me impor os seus critérios de louca e os seus “gostos”. Como não foi tão fácil como ela imaginara, "avisou-me", segundo as suas palavras e, de seguida, decidiu roubar o gato para me "dar uma lição". Um acto de puro gangsterismo!
Mas eu não recebo "lições" de bandidos, de gangsters, nem tolero "ensinadelas" desse tipo de gente!

O gato cinzento não se deixava tocar facilmente por desconhecidos. Depois do acidente do irmão e ao ver a forma como o tratei (ao irmão), transformou-se num amigão, dócil e meigo que me acompanhava na rua tal e qual um cachorro. Visitava-me em busca de mimos, de atenção e de protecção e era dócil para com quem saía e entrava no prédio por causa da confiança que tinha em mim e para que o deixassem entrar. Foi aproveitando-se disso que conseguiram apanhá-lo, Á TRAIÇÃO; traição que eu NUNCA perdoarei.
Só gente muito vil, como a megera, teria coragem para praticar semelhante patifaria sobre o pobre animal indefeso, PARA ME DAR UMA LIÇÃO.
Esta família. a da megera é, verdadeiramente, uma família de MONSTROS: fizeram desaparecer o meu gartinho maravilha como se o tivessem engolido. Hão-de vomitá-lo, em coágulos de sangue com dor e aflição que nem a morfina consegue aliviar. Hão-de sofrer bem pior do que o que lhe fizeram e me fizeram. Patifarias destas, contra seres doutras espécies nunca ficam impunes... E eu me encarregarei de "rezar", todos os dias, para que paguem pelos seus actos.

A megera, a ANA CRISTINA BATALHA CAETANO, tem o perfil certo para esse tipo de actos infames, tem um “esquema” psíquico perverso, do mais perverso que há e, pelos vistos, acha que tem a artimanha certa para se safar sempre. Não respeita nada nem ninguém! Acha que não precisa! Neste caso até “cometeu o crime perfeito” no entender dela; sem necessidade de "sujar as mãos".
Não gosta de plantas, nem de animais, nem de pessoas (as outras pessoas, para ela não existem como tal, não têm direitos e têm de se submeter aos seus pérfidos caprichos e "critérios", A BEM OU A MAL).

Não espera resposta às suas patifarias mas, se há resposta, arma em vítima e chora em todos os ombros, até encontrar algum(a) papalvo(a) que lhe apare o jogo. Aí passa a usar essa pessoa, até como bode expiatório, para se livrar, inclusive, dos castigos da Providência. Os homens costumam cair facilmente nessas artimanhas.
Quando há resposta, faz toda a espécie de chantagem psíquica e emocional, de terrorismo psicológico, sobre as pessoas e USA AS FILHAS como escudo humano; são mesmo o seu "instrumento" preferido. As filhas têm medo de tudo, porque a mãe assim quer, convém-lhe para os seus truques; e se não têm medo a mãe diz que têm como forma de as usar.
Enfim a Ana Caetano pode ser descrita como uma perfeita “Porca Nazi”
A Ana Cristina Batalha Caetano é advogada, designa-se Cristina Caetano no site da Ordem dos Advogados e trabalha na Caixa Seguros e Saúde, SGPS, SA; grupo Caixa Geral de Depósitos (CGD).
Que necessidade tem uma pessoa destas de cometer semelhantes crimes em perfeita consciência, que até a sua profissão a obriga a ter? É a impunidade, apanágio das classes que trabalham com a jusriça, que a incentiva?
Como é que a sociedade (e os pobres animais indefesos) se podem defender de gente tão gratuitamente pérfida e infame?

«»«»«»«»
APELO!
Atenção às campanhas mais recentes:
Petição Para Valoração da Abstenção
Assine a petição AQUI, ou AQUI, ou AQUI
Denúncia de Agressão Policial
Petição contra os Crimes no Canil Municipal de Lisboa
»»»»»